A Cooperativa, a Igreja e o Rodeio — Intermediação e Thymos nas Cidades do Agronegócio
Este ensaio investiga a arquitetura institucional de sociabilidade nas cidades médias do agronegócio brasileiro — Sinop, Lucas do Rio Verde, Uberlândia, Ribeirão Preto e congêneres. A hipótese central é que essas cidades são o único lugar no Brasil contemporâneo onde existe uma camada densa de organizações intermediárias entre o cidadão e o Estado: cooperativas agrícolas, sindicatos rurais, clubes cívicos como Rotary, Lions e Maçonaria, igrejas evangélicas e católicas, e o rodeio/exposição agropecuária como ritual coletivo transclasse.
A ausência de intermediação é uma das teses centrais do projeto sobre a Nova República: a democracia brasileira universalizou a cidadania sem reconstruir as organizações onde a identidade política se forma e o thymos se processa. O agronegócio representa a exceção que confirma a regra — e ajuda a explicar por que o grupo agro-sertanejo é o mais coeso dos cinco grandes grupos da sociedade brasileira, segundo pesquisas Meio/Ideia e Quaest: ideologicamente homogêneo, culturalmente integrado e eleitoralmente previsível.
A arquitetura se desdobra em três camadas: a cooperativa e o sindicato rural para o produtor (a Coamo tem 80% de cooperados com menos de 20 hectares; o SENAR-MT realiza 850 ações educacionais por mês); Rotary, Lions e Maçonaria para a elite local (a Maçonaria de MS construiu 6 escolas com 4 mil alunos); e a igreja para a população ampla (Rondônia já tem mais evangélicos que católicos). O rodeio — Festa do Peão de Barretos com R 500 milhões de impacto regional — é o único espaço de sociabilidade transclasse que o Brasil contemporâneo produz em escala.
1. O problema: pertencimento sem Estado
Uma das teses centrais do projeto sobre a Nova República é que a democracia brasileira universalizou a cidadania sem reconstruir a camada intermediária entre o cidadão e o poder — as organizações onde a identidade política se forma, onde o thymos se processa, onde o indivíduo descobre quem é antes de chegar à urna. tocqueville viu essa camada na América dos anos 1830. putnam a mediu na Itália dos anos 1990. No Brasil, ela existiu parcialmente na República de 1945 — sindicatos getulistas, paróquias católicas, escolas tradicionais, faculdades de elite, clubes como Rotary e Lions, a rede de reconhecimento mútuo das famílias velhas — e se desmontou ao longo da Nova República sem reposição. O resultado: 215 milhões de cidadãos ligados diretamente ao Estado, sem nada entre eles e o poder que lhes dê forma.
A exceção mais visível são as igrejas evangélicas, que oferecem o pacote completo de comunidade, identidade, regras e acolhimento para a população popular urbana — o que levou à formulação de que são “o Sistema S dos desorganizados” ou “o sindicato de quem não tem carteira”. Mas existe uma segunda exceção, menos estudada por quem vive nas metrópoles: as cidades médias do agronegócio.
A pergunta deste ensaio: o que existe, concretamente, nessas cidades que produz sociabilidade e pertencimento? Que organizações fazem o trabalho que tocqueville atribuía às associações voluntárias? E o que isso nos diz sobre a relação entre thymos e democracia no Brasil?
2. A cidade do agronegócio como fenômeno
O IBGE documenta que as cidades médias brasileiras são as que mais crescem. Uma parcela significativa delas cresce puxada pelo agronegócio. Sinop (MT) cresceu 162% em vinte anos. Sorriso, 210%. Lucas do Rio Verde, 333%. Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, saiu de 18 mil habitantes na emancipação em 2000 para mais de 118 mil, com o PIB saltando de R 13-14 bilhões.
A geógrafa Denise Elias (UECE), que cunhou o conceito de “cidades do agronegócio”, argumenta que a agricultura moderna exige urbanidade. A fazenda de soja mecanizada não funciona sem a cidade ao lado — é lá que mora o agrônomo, o operador de drones, o mecânico de colheitadeira, o vendedor de insumos, o advogado contratualista, o gerente do banco. O dinheiro que a terra gera circula na cidade. A fazenda produz. A cidade organiza a vida.
Mas Elias e seus seguidores enfatizam, com razão, a desigualdade que esse processo gera. A tese de Lívia Maschio Fioravanti (USP) sobre Primavera do Leste (MT) mostra que a cidade nasceu como empreendimento imobiliário, não como comunidade orgânica. O estudo da FUNDAJ sobre Luís Eduardo Magalhães documenta a segregação espacial: condomínios de luxo para produtores vindos do Sul, periferia para migrantes locais. A reportagem de O Estado do Piauí sobre Bom Jesus (PI) descreve o mesmo padrão. Riqueza concentrada celebrada como PIB, mas que não se distribui uniformemente.
Essa crítica é pertinente. Mas ela descreve a economia dessas cidades. Não descreve a sociabilidade. E é na sociabilidade que reside o dado relevante para o argumento sobre thymos e intermediação.
3. A arquitetura institucional: três camadas
A pesquisa empírica revela que as cidades do agro têm uma estrutura de sociabilidade em camadas, cada uma atendendo a um estrato da população.
3.1 A cooperativa e o sindicato rural: a camada do produtor
A instituição central é a cooperativa agrícola. E ela é muito mais do que um arranjo econômico.
A Coamo, em Campo Mourão (PR), é a maior cooperativa agrícola da América Latina. Foi fundada em 1970 com 79 membros. Hoje, 80% dos cooperados cultivam propriedades de menos de 20 hectares — é uma instituição de massa, não de elite. A liderança da Coamo descreve explicitamente seus funcionários como “agentes comunitários” que participam de paróquias, igrejas, escolas, clubes de serviço e entidades assistenciais, estendendo os valores cooperativos às famílias e à comunidade.
A C.Vale, no oeste do Paraná, com 27 mil membros, organiza treinamento técnico, dias de campo, cursos, palestras e — dado relevante — o programa Cooperjovem, que atinge 9.500 alunos em 95 escolas de 40 municípios, ensinando valores cooperativistas a crianças. A Cocamar, de Maringá, investe até 1% da receita bruta em programas de responsabilidade social. O Sistema Ocepar, que reúne 227 cooperativas paranaenses, mobilizou 37.945 voluntários no “Dia C” de 2024, realizando 2.126 iniciativas sociais em 241 municípios, atingindo 731 mil pessoas.
São números de uma instituição que estrutura a vida comunitária muito além da atividade econômica. A cooperativa agrícola brasileira opera com assembleia, voto de associados, governança coletiva. É, na prática, o que o sindicato getulista foi para o operário urbano — com uma diferença fundamental: nasceu de baixo, por iniciativa dos próprios produtores, e não foi criada pelo Estado. Sua legitimidade vem da base, não da tutela.
Ao lado das cooperativas estão os sindicatos rurais patronais, organizados no sistema CNA — 2.100 sindicatos municipais, 27 federações estaduais, a Confederação Nacional no topo. Não são apenas instrumento de lobby. O Sindicato Rural de Ribeirão Preto é descrito como a instituição cívica mais importante da cidade. O SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), braço educacional da CNA, opera um programa chamado “Promoção Social” que oferece cursos gratuitos de saúde, nutrição, desenvolvimento comunitário abertos a toda a população, não apenas a produtores. Só em Mato Grosso, foram programadas 850 ações educacionais num único mês, distribuídas por 94 sindicatos municipais. E o SENAR criou o programa “Sindicato Forte” para profissionalizar sindicatos locais e formar novas lideranças — um esforço explícito de construção de capacidade cívica.
A FAMATO (Federação da Agricultura de Mato Grosso) participa de mais de 130 conselhos, fóruns e comissões em nível estadual. É um nó de articulação cívica que atravessa a fronteira entre economia e política.
3.2 Rotary, Lions, Maçonaria: a camada da elite local
Os clubes cívicos tradicionais que morreram nas metrópoles estão vivos nas cidades médias do interior.
A Grande Loja Maçônica de Mato Grosso do Sul está presente em 38 municípios com 65 lojas e 2.300 membros ativos. Criou a FUNLEC (Fundação Lowtons de Educação e Cultura), que administra 6 escolas com mais de 4 mil alunos. A Maçonaria de Mato Grosso do Sul construiu um sistema escolar. Em Uberaba (MG), Maçonaria, Lions e Rotary realizaram campanha conjunta inédita — “A Chave do Bem” — para arrecadar fundos para três entidades assistenciais locais. É um gesto que seria impensável numa São Paulo ou Rio de Janeiro contemporâneos: três organizações cívicas tradicionais agindo juntas num esforço comunitário.
O Rotary mantém clubes ativos em Uberlândia, Dourados, e nas cidades médias da fronteira agrícola (o diretório internacional lista clubes em Sinop e Rondonópolis). O Lions tem mais de 1.500 clubes no Brasil, fortemente concentrados em cidades pequenas e médias do interior, onde fazem parcerias com APAEs e Santas Casas.
Nessas cidades, as mesmas pessoas circulam por múltiplas organizações. O cooperado da Coamo pode ser membro do Sindicato Rural, frequentar o Rotary, ter loja maçônica. A sobreposição de pertencimentos cria uma rede densa de reconhecimento mútuo — é quase uma recriação, em escala menor e mais horizontal, daquela rede das famílias velhas do Sudeste na República de 1945. Não são sobrenomes centenários. São reputações de uma ou duas gerações, construídas pelo trabalho na fronteira. Mas a mecânica é a mesma: pessoas que sabem quem é quem, que cobram comportamento, que conferem reconhecimento.
3.3 A igreja: a camada popular
Para a população que não é produtora — trabalhadores, prestadores de serviço, comerciários, migrantes —, a instituição central é a igreja.
O Censo 2022 mostra que as regiões de fronteira agrícola estão entre as mais evangélicas do Brasil. Rondônia já cruzou a linha: 41,1% evangélicos contra 40,8% católicos. Goiás foi de 59,7% católico para 47,5% em doze anos, com evangélicos chegando a 37,7%. Mato Grosso tem 31,3% de evangélicos e cresce. Um estudo apoiado pela FAPESP, usando dados da Receita Federal, mostra que a fronteira amazônica foi zona precursora da diversificação religiosa, antecipando em décadas a tendência nacional. E há um dado histórico revelador: nos projetos de colonização do Centro-Oeste nos anos 1970, igrejas — tanto evangélico-luteranas quanto católicas — eram planejadas como parte da infraestrutura. A religião foi estruturalmente embutida no desenho dessas cidades desde o início.
As cidades mais antigas e consolidadas (Ribeirão Preto, Uberlândia, Londrina) retêm raízes católicas mais fortes. As cidades da fronteira mais recente (Sinop, Lucas, cidades de Rondônia) são territórios pentecostais. A Assembleia de Deus é a maior denominação. Mas em ambos os casos, a igreja funciona como o ponto de sociabilidade da população que não participa da rede cooperativa-sindicato-Rotary. É ali que o trabalhador encontra comunidade, identidade, narrativa, amparo. É ali que seu thymos é processado.
4. O rodeio como ritual coletivo
As três camadas operam em paralelo no cotidiano. Mas há um momento em que se encontram: a exposição agropecuária.
A tese de doutorado de Carlos Eduardo Machado (Unicamp), premiada pelo IPHAN com o Prêmio Sílvio Romero, documenta como a sociedade do agronegócio construiu conscientemente sua identidade cultural através dos rodeios e exposições. A Festa do Peão de Barretos, fundada em 1956, nasceu como evento filantrópico da elite pecuarista paulista — a associação “Os Independentes” arrecadava para caridade. Ao longo das décadas, se transformou numa indústria. Em 2019, movimentou cerca de R$ 900 milhões. O Brasil tem aproximadamente 900 festas de peão por ano.
A Agrishow, em Ribeirão Preto, é a maior feira agrícola a céu aberto do mundo. A 30ª edição (2025) gerou R 7,5 bilhões em negócios na 38ª edição.
Machado argumenta que esses eventos são ao mesmo tempo feiras econômicas, rituais de afirmação identitária, pontos de encontro comunitário e palcos políticos. São o momento em que todas as camadas da sociedade do agro se encontram num mesmo espaço. O produtor fecha negócio. O trabalhador vai ao show sertanejo. O político aparece. O padre ou o pastor estão ali. A cidade inteira participa.
Nenhuma metrópole brasileira tem um equivalente. Não há evento em São Paulo ou no Rio que reúna todas as camadas sociais num mesmo espaço, por vários dias, celebrando uma identidade compartilhada. O Carnaval se aproximaria — mas se fragmentou em experiências de classe (camarote, bloco, arquibancada, transmissão por TV) que raramente se cruzam.
O rodeio é o único espaço de sociabilidade transclasse que o Brasil contemporâneo produz em escala. E é exclusivamente do mundo agro.
5. O que o agro tem e a metrópole perdeu
A comparação é brutal.
Na metrópole (São Paulo, Rio, Belo Horizonte), a Classe Média Urbana Tradicional perdeu praticamente todas as suas organizações intermediárias. A Igreja Católica se esvaziou sem ser reposta. As escolas públicas de elite desapareceram com a universalização sem qualidade. As faculdades se massificaram — o diploma virou commodity sem sociabilidade. Os sindicatos encolheram com a desindustrialização. Os clubes morreram. O que sobrou: a rede social, que não socializa mas segmenta; e a igreja evangélica, que funciona para a população popular mas não para a classe média.
Na periferia urbana (a de São Paulo, Recife, Fortaleza), a situação é mais simples e mais precária. A única instituição intermediária com presença real é a igreja evangélica. Não há cooperativas. Não há sindicatos relevantes. Não há Rotary. Não há exposição que reúna a comunidade. Há a igreja — e há a cultura (funk, rap, trap, gospel) como linguagem de pertencimento, mas sem a âncora institucional que transforma linguagem em organização.
Na cidade média do agro, existe uma arquitetura de múltiplas camadas: cooperativas e sindicatos rurais para o produtor, Rotary/Lions/Maçonaria para a elite local, igrejas (católicas e evangélicas) para a população ampla, e o rodeio/exposição como ritual coletivo que atravessa todas as camadas. Não é perfeito — a desigualdade documentada por Denise Elias é real, e a integração entre camadas tem limites. Mas a existência da estrutura é o dado fundamental. Há onde processar thymos.
O grupo agro-sertanejo, segundo as pesquisas Meio/Ideia e Quaest, é o mais coeso dos cinco grandes grupos da sociedade brasileira. Ideologicamente mais homogêneo (60% direita, com forte presença de conservadorismo societário e libertarianismo econômico), culturalmente mais integrado (a estética sertaneja como linguagem comum), e eleitoralmente mais previsível. Esta coesão não vem do nada. Vem do fato de que essas pessoas vivem em cidades onde existem instituições que as organizam, onde se conhecem, onde o reconhecimento é mútuo. O thymos do produtor em Lucas do Rio Verde é processado pela cooperativa, pelo sindicato, pelo Rotary, pela igreja, pelo rodeio. O thymos do morador de Higienópolis em São Paulo é processado pelo algoritmo do Instagram.
6. Implicações para o argumento do livro
Este mapeamento ilumina três pontos centrais para a tese da Nova República.
Primeiro: o problema do Brasil não é que intermediação é impossível. É que ela não foi construída — ou foi construída e se deixou desmontar — na maior parte do território. O agro mostra que, dadas certas condições (escala de cidade, riqueza, história de colonização recente que exigiu cooperação), organizações intermediárias surgem por conta própria, sem o Estado. A cooperativa não foi inventada pelo governo. O rodeio não é programa público. A loja maçônica não depende de verba federal. A sociabilidade do agro é, em grande medida, uma construção de baixo para cima. É o que tocqueville viu na América e que o Brasil, na maior parte de sua história, não produziu.
Segundo: a exceção do agro confirma a regra sobre o Brasil. Somos um país onde a identidade sempre veio de cima para baixo — do Estado, do líder, da lei. Getúlio criou o trabalhador por decreto. A Ditadura criou o patriotismo por propaganda. A Nova República universalizou a cidadania por Constituição. O agro é o primeiro grande grupo social brasileiro que disse “eu sei quem sou” sem precisar que o Estado dissesse por ele. Por isso incomoda. Por isso a classe média urbana não sabe como processar o que está acontecendo naquelas cidades. A fivela, a caminhonete, o Gusttavo Lima parecem toscos vistos de São Paulo. Vistos de perto, são os signos de uma identidade construída com autonomia — algo que a classe média urbana teve e perdeu.
Terceiro: existe uma assimetria no tecido institucional do agro. A camada do produtor é espessa — cooperativa, sindicato, Rotary, Lions, Maçonaria. A camada popular é fina — basicamente a igreja. O SENAR faz uma ponte com seus programas de “Promoção Social”, mas ainda é uma ponte frágil. A exposição agropecuária é o único espaço verdadeiramente transclasse. Isso quer dizer que o reconhecimento dentro do mundo agro não é uniforme. O produtor é visto. O operador de drone é parcialmente visto. O trabalhador migrante da periferia de Sinop é menos visto. A coesão do grupo agro-sertanejo, medida pelas pesquisas, pode estar captando principalmente a experiência de quem está nas camadas de cima. Essa é uma limitação que merece investigação.
7. Uma nota sobre o que falta
Este ensaio trabalha com dados disponíveis — pesquisas publicadas, reportagens, papers acadêmicos, informações institucionais. Mas a etnografia detalhada da sociabilidade nas cidades do agro ainda é escassa. Denise Elias e seu grupo GLOBAU são a principal referência em geografia urbana. A tese de Machado sobre rodeios é a melhor etnografia cultural. Fioravanti documentou Primavera do Leste. Gabrig fez Lucas do Rio Verde.
O que falta, e que seria valioso para o livro, é um trabalho que mapeie sistematicamente a rede associativa dessas cidades: quantas cooperativas, qual o percentual da população que participa, que serviços sociais oferecem; quantas igrejas, qual a frequência, que tipo de serviço comunitário prestam; como funcionam os clubes cívicos, quem participa, qual a sobreposição com outras organizações. É uma pesquisa no estilo de putnam — um índice de capital social aplicado às cidades do agronegócio e comparado com as metrópoles e com as cidades médias que não estão na fronteira agrícola.
A hipótese a ser testada: as cidades médias do agro têm índices de capital social (participação em associações, confiança interpessoal, engajamento comunitário) significativamente superiores aos das metrópoles brasileiras. Se confirmada, essa hipótese sustentaria o argumento de que a coesão do grupo agro-sertanejo não é apenas cultural — é institucional.
Referências acadêmicas e fontes
Papers e teses
- Machado, Carlos Eduardo. “A Arte do Rodeio: Peões, Touros e Tropeiros na Sociedade do Agronegócio.” Tese de doutorado, Unicamp. Prêmio Sílvio Romero (IPHAN, 2023).
- Elias, Denise. “Agronegócio e novas regionalizações no Brasil.” RBEUR, v.13, n.2, 2011.
- Elias, Denise; Pequeno, Renato. “Desigualdades socioespaciais nas cidades do agronegócio.” RBEUR, 2007.
- Fioravanti, Lívia Maschio. Tese sobre Primavera do Leste (MT). USP/FFLCH.
- Gabrig, Israella Pires Alves. “A produção da cidade em áreas agrícolas especializadas: o caso de Lucas do Rio Verde - MT.” Dissertação de mestrado, UFRJ, 2017.
- Frederico, Samuel. “As cidades do agronegócio na fronteira agrícola moderna brasileira.” Caderno Prudentino de Geografia, UNESP, 2012.
- “Para Além de putnam: Cultura, capital social e liberdades, no sul do Brasil.” RBCS, SciELO.
- “Capital social e desenvolvimento territorial.” Campo-Território, UFU.
- “O cooperativismo na dinâmica econômica e social da agropecuária brasileira.” ResearchGate.
- “A diversificação religiosa.” Estudos Avançados, SciELO. (Expansão evangélica na fronteira amazônica.)
Dados institucionais
- Coamo: O Presente Rural — “Coamo protagonista do crescimento social.”
- C.Vale: Programa Cooperjovem (9.500 alunos, 95 escolas, 40 municípios).
- Cocamar: Working paper GlobAdvantage sobre responsabilidade social.
- Sistema Ocepar: Dia C 2024 (37.945 voluntários, 2.126 iniciativas, 731.343 beneficiados).
- FAMATO: 94 sindicatos rurais, participação em 130+ conselhos estaduais.
- SENAR-MT: 850 ações educacionais/mês, programa “Promoção Social.”
- CNA: Programa “Sindicato Forte” para formação de lideranças.
- GLEMS (Grande Loja de MS): 38 municípios, 65 lojas, 2.300 membros; FUNLEC (6 escolas, 4.000+ alunos).
- Censo IBGE 2022: Dados religiosos por UF (MT 31,3% evangélico; RO 41,1%; GO 37,7%).
Reportagens
- Revista Piauí: Marcos Emílio Gomes, reportagem sobre BR-163 (Sinop, Sorriso, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde).
- O Estado do Piauí: Reportagem sobre Bom Jesus (PI) e segregação espacial.
- FUNDAJ: Perfil de Luís Eduardo Magalhães — de 18 mil a 118 mil habitantes.
- CompreRural: “As 3 agro-cidades que dobraram de tamanho em 20 anos.”
- CNN Brasil: Agrishow 2025 — R$ 500 milhões de impacto, 7 mil empregos.
- Londrina Histórica: ExpoLondrina — 11 dias, Encontro Regional de Mulheres Rurais.
Framework teórico interno
- A Economia Não É Suficiente — Thymos, Incorporação e o Erro Materialista da Esquerda: correia de transmissão entre economia e dignidade.
- Thymos e os Ciclos Partidários Brasileiros — Reconhecimento, Pertencimento e Identidade Nacional na República: isothymia no Brasil sempre construída pelo Estado, não por corpos intermediários.
- tese_partidos_brasileiros_desenvolvimento: três camadas da organização agro (empresarial, corporativa-organizacional, patrimonial-local).
- O Brasil Cabe na Teoria do Realinhamento — Uma Leitura Comparada: igrejas evangélicas como infraestrutura paralela.
Ver também
- thymos — o ensaio aplica a tese timica ao mundo agro: a coesão do grupo agro-sertanejo emerge de instituições que processam reconhecimento, não apenas do desempenho econômico
- sociabilidade_novarepublica — o contraste: a Nova República desmontou as camadas associativas das metrópoles sem repô-las; o agro reconstruiu por conta própria
- A Economia Não É Suficiente — Thymos, Incorporação e o Erro Materialista da Esquerda — o ensaio irmão que formula a insuficiência materialista; este fornece a evidência institucional de onde o thymos encontra infraestrutura
- putnam — o capital social de putnam (confiança, associativismo, engajamento cívico) é o framework que o ensaio propõe aplicar sistematicamente às cidades do agro como índice comparativo
- Thymos e os Ciclos Partidários Brasileiros — Reconhecimento, Pertencimento e Identidade Nacional na República — no Brasil, a identidade política sempre foi construída pelo Estado; o agro é o primeiro grande grupo que a construiu de baixo para cima